Miséria, um ativo poderoso para práticas obscuras e mal intencionadas.

Por Cimberley Cáspio

Crianças de 9 a 14 anos estão sendo recrutadas pelo Estado Islâmico no Afeganistão para treinamento em operações suicidas. O governo afegão tem conhecimento do fato, mas não se mostra de forma efetiva em querer combater, acabar e resgatar essas crianças. Muitas delas estão um bom tempo fora de casa e seus pais não tem o mínimo de conhecimento de onde essas crianças possam estar localizadas. E o governo afegão tá nem aí. Quanto mais a miséria se expande pelo país, crianças e adolescentes são presas fáceis para o Estado Islâmico e outras organizações irmãs.

Por outro lado, instrutores norte-americanos estão treinando guerrilheiros em alguma parte do Iraque para combater o governo da Síria.

Em resumo, os EUA e Israel querem muito à instalação do gasoduto. E enquanto não podem executar o projeto, os combates continuarão até que um dos lados perca a luta. Se isso vai bater de frente com à Rússia, tudo bem, desde que a coisa não chegue no quintal de casa.

Podemos ver assim, que a miséria é útil a corporações mal intencionadas, seja lá, seja aqui, o modelo é o mesmo. Por isso é fundamental que aja um combate ativo contra a miséria no Brasil. A necessidade faz a hora, e se faltar em casa, com certeza qualquer quantia será aceita para suprir o armário da cozinha, e não importa o serviço oferecido. A necessidade é igual. Não há diferença se lá, ou aqui. E não é uma miséria de um bolsa família e cestas básicas que vão proteger o Brasil de tentáculos com intenções obscuras.

Hoje no nordeste do Brasil, a indústria da seca não é tão intensa, mas ainda continua ativa em alguns rincões do sertão, trocando água e outros benefícios sociais por voto. Em outras cidades, evita-se o investimento no município para que os homens se desloquem a outras regiões a fim de trabalharem como boias-frias na colheita do café ou cana-de-açúcar, enquanto suas famílias esperam o retorno dos que partiram. Todo ano a mesma coisa. Nada muda nessas cidades. Se o chefe de família perder a saúde, é uma sentença de morte.

Graças a Deus que no Brasil, a intenção dessas obscuras corporações, ainda é a manutenção do poder político, aumento de riquezas e domínio sobre os pobres da cidade e região. Mas o modelo é o mesmo.

Fonte: Sputnik Brasil

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