Rússia e China. Os novos mandantes nas ferrovias brasileiras.

 

Por Sergei Pyatakov & Igor Ageenko – reproduzido e editado p/ Cimberley Cáspio
[Imagem: efc.jpg]

Uma das maiores empresas da Rússia, a Ferrovias Russas (RZhD na sigla em russo), tem planos de construir novas vias férreas entre as cidades brasileiras de Maringá e Londrina (estado de Paraná), declarou o Presidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil, Sergei Vasilyev. Os acordos estão ligados à construção pela RZhD de ferrovias no Brasil.

Quanto ao projeto do governo chinês para construir uma estrada de ferro bioceânica que liga as costas leste e oeste da América do Sul, atraiu o interesse de várias empresas, cujos representantes participaram de uma reunião de integração regional no oeste do Brasil, segundo relatou a emissora chinesa CCTV.

O gerente geral da divisão brasileira da China Railway Eryuan Engineering Group Company, Hou Honglin, disse que “os promotores do projeto no Brasil e no Peru estão fornecendo recomendações que nos ajudarão a modificar nosso relatório em médio prazo”, e afirmou que “posteriormente enviaremos nossos especialistas para esses países para conhecê-los pessoalmente” e “trabalhar em um relatório final”.

Esta rota transcontinental cruzará o Mato Grosso, onde a ferrovia pode facilitar as exportações da soja local através dos portos do Pacífico e do Atlântico. Além disso, ela ligará Campinorte (GO) a um porto peruano e impulsionará o transporte de outros produtos agrícolas e recursos minerais cujo maior comprador é a China.

A infraestrutura transcontinental vai diminuir o tempo de transporte dos produtos e evitar que as matérias-primas da América do Sul tenham que passar pelo Canal do Panamá, onde levam cerca de 30 dias de navegação para chegar à China.

“Neste momento, os custos de transporte são muito elevados”, mas, uma vez que a ferrovia ligando o Atlântico e o Pacífico existir, os custos serão muito reduzidos, afirmou Cid Ricardo, um coordenador do Bom Futuro, um dos maiores grupos agrícolas brasileiros.

O percurso planejado terá mais de 5.000 quilômetros, atravessará a Amazônia e os Andes – onde transitará a mais de 2.500 metros acima do nível do mar – e vai exigir um orçamento de 50 bilhões de dólares.

Além de Brasil e Peru, outros países sul-americanos que poderiam se beneficiar do projeto são Bolívia e Chile.

Fonte: Sputnik

 

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