No Brasil, médicos cubanos são elogiados pela forma de atender e tratar.

 

A Associação Médica Brasileira critica, mas o povo pobre do Brasil apoia.

Reproduzido e editado p/Cimberley Cáspio – reportagem de Fábio Campana e Luísa Lucciola da Agência Pública de Notícias.

Ao contrário do que muitos queriam, em janeiro, o ministro Ricardo Barros fez uma visita de dois dias a Cuba, num sinal de continuidade da cooperação entre os países. A viagem do ministro a Cuba, passou longe do noticiário, e teve o propósito de renovar o programa “Mais Médicos”. “Ele fez ajustes do programa, que é eficiente no atendimento da população pobre do interior”, disse à coluna do Blog de Fábio Campana, fonte do Ministério da Saúde.

Em Havana, o ministro Barros e sua esposa, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, trataram também de temas  referentes a convênios e acordos com Cuba sobre o universo de vacinas, em que a ilha é notoriamente competente. – Blog do Fábio Campana – reproduzido e editado p/ Cimberley Cáspio

Noticiado que em 2014, o orçamento foi de R$ 2,5 bilhões, hoje, 2018, o orçamento pulou para R$ 3,3 bilhões, independente da crítica ao programa pela Associação Médica Brasileira.

Os médicos cubanos recebem cerca de R$ 3.500, mais R$ 2.500 de auxílio moradia. Atendem em lugares que grande parte dos médicos brasileiros não tem o mínimo interesse de trabalhar, e são muito elogiados pela forma de tratamento dispensado às comunidades por eles atendidas.

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Foto: amambainoticias.com.br

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Dra.Marlen Cruz Otazo com a paciente Dalila Alves da Silva

Tal programa não está somente restrito a médicos cubanos, mas também a médicos de outras nacionalidades.

E quanto aos médicos estrangeiros que atuam no programa, a única coisa que reclamam é quanto a demora da resposta aos pedidos de exames. No mais, mesmo que tenham obrigatoriamente que mandar 70% do salário para o governo cubano, boa parte não querem mais sair do Brasil. E outros profissionais já formaram até famílias, casando com companheiros/as brasileiros.

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Protesto de médicos brasileiros contra o programa./ Foto:Valter Campanato/Agência Brasil

Já faz mais de quatro anos desde que, em agosto de 2013, os primeiros doutores cubanos começaram  chegar ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos – criado para ampliar o acesso à saúde básica no país. Os 8,5 mil médicos vindos do país caribenho têm mais em comum do que o português carregado de sotaque. Vítimas de um duro preconceito, eles conseguiram, por meio do trabalho e dos laços profundos criados com colegas e pacientes, atestar o sucesso do plano, reconhecido nacional e internacionalmente.

Imediatamente após a sua criação, o Mais Médicos tornou-se alvo de críticas. Quando os primeiros cubanos começaram a desembarcar no Brasil, em 27 de agosto de 2013, foram recebidos em aeroportos por grupos revoltados de profissionais e organizações médicas brasileiras com xingamentos e vaias.

Mesmo antes disso, esses grupos já tinham se organizado para tentar boicotar o programa. E no dia 23 de agosto de 2013, foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5035, proposta pela AMB, pedindo a extinção do programa. Entre os motivos apresentados, foram a “qualidade duvidosa” dos profissionais e a falta de domínio do idioma nacional. E por seis votos a dois, a ação foi rejeitada.

As vagas do Mais Médicos são oferecidas por meio de edital preferencialmente para médicos brasileiros. Mas as que não são preenchidas podem ser ocupadas por estrangeiros. No caso dos cubanos, eles são contratados por meio de uma parceria entre o governo federal e o de Cuba, intermediada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Atualmente, o salário de um médico do programa é de R$ 11.520. Além do valor, ele recebe um auxílio para moradia e alimentação oferecido pelas prefeituras de R$ 2.500.

“Os médicos brasileiros não querem ir para o Amazonas. Quando vão, eles querem receber muito. Se a pessoa ganha R$ 40 mil em São Paulo, para que vai para o Amazonas  ganhar R$ 11 mil?”, questiona André Santana, advogado que representa médicos cubanos na Justiça.

Muito embora o número tenha decrescido de 11.429 para 8.553, mesmo assim, os cubanos continuam sendo a principal força do programa. Do total de 17.071, há 5.247 brasileiros e 3.271 de outras nacionalidades, segundo o Ministério da Saúde.

O foco do Mais Médicos é a atenção básica à saúde em áreas com carência de profissionais. Os 18.240 médicos acompanham pacientes em mais de 4 mil municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas, seja nas chamadas Unidades Básicas de Saúde, os postos de saúde, ou em suas casas, no caso de pacientes com dificuldade de locomoção. Se houver necessidade, eles serão encaminhados para exames, ou médicos especialistas, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Num estudo que compara indicadores de saúde de municípios muito pobres e remotos que aderiram ao programa com os que não se inscreveram, entre 2012 e 2015, a pesquisadora Leonor Pacheco, da Universidade de Brasília, descobriu que a cobertura da atenção básica aumentou de 77,9% para 86,3% e as hospitalizações evitáveis diminuíram de 44,9% para 41,2%.

“Um grande diferencial é que antes do Mais Médicos não havia médico com regularidade, nem tempo integral, sobretudo nos municípios de pequeno porte, que são a maioria. Somente o salário não atrai nem fixa o profissional. Já nas capitais e zonas metropolitanas, foram alocados médicos nas periferias, onde também era difícil fixa-los”, concluiu a pesquisadora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília.

Bem, as pessoas atendidas pelo programa “Mais Médicos” estão satisfeitas, agora, há comentários que dentro desse programa há agentes estrangeiros infiltrados. Se é verdade, não sei.

Fonte: apublica.org/2018/02/por-onde-andam-os-medicos-cubanos/

 

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