Iêmen: uma guerra esquecida.

Por Cimberley Cáspio

A Arábia Saudita está vivendo o seu Vietnã na guerra que já dura 3 anos com o Iêmen. E devido às baixas sauditas, o governo do Reino se viu forçado a ter que admitir mulheres nas forças armadas, e com isso foi obrigado a permitir mudanças radicais em relação ao que era proibido a classe feminina do país.

A mudança anunciada refletiu sobre todas as mulheres do Reino, como por exemplo, poder dirigir caminhão e motocicleta, ir ao cinema, e abrandamento na questão das vestimentas; agora as mulheres devem se vestir de uma maneira modesta, mas não são mais obrigadas a vestir abaya — vestido especial que as mulheres devem usar em alguns países muçulmanos para cobrir seus corpos em público–. E também poderão ir aos estádios assistirem os jogos. Tudo para que parte delas,ou, um número significativo delas, possam “morrerem felizes no campo de batalha.”

E o que essas mulheres sauditas vão enfrentar no Iêmen? Em primeiro lugar, o inferno, diferente do céu saudita. Vão encontrar grande quantidade de soldados – crianças entre 14 e 17 anos que tentarão matá-las a todo custo, sem nem mesmo saber o que estão fazendo e o por quê da carnificina.

A realidade da guerra no Iêmen é cruel. Por causa dessa guerra, o resultado foi a escassez de tudo; e a pobreza feroz resultante do conflito esquecido pelo mundo. As famílias famintas estão vendendo as meninas para casamento em troca de dotes, e tirando os filhos meninos das poucas escolas que ainda estão ativas, enviando-os para às áreas de combate, onde são recrutados e transformados em soldados.

Torcendo de forma desesperada para que os filhos sobrevivam e consigam mandar algum dinheiro para casa, dinheiro esse que supre uma família por apenas 2 semanas, mães vão morrendo lentamente vítimas da agonia e depressão, que quando o filho, soldado, mas ainda uma criança, chega em casa, muitas vezes se depara com a notícia de que seu pai, ou mãe, morreram; literalmente por causa da tristeza. Muitas vezes pela falta de informação e apreensão pelo desejo de saber do estado do filho na guerra.

Mais uma vez, “parabéns aos EUA” que de forma maldita gerou mais esse conflito. Sempre ele…Até quando?

Fonte: Sputnik Brasil

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