África: retorno do ebola. OMS é conivente ou incompetente?

Por  Cimberley Cáspio

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© Getty

O ebola, novamente volta a dar às caras na África, mais precisamente na República Democrática do Congo, e já levou 17 vidas. Ou à OMS sabe de alguma coisa e nada fez para impedir a volta da doença, ou é uma Organização Internacional incompetente.

Incrível é a divulgação do problema. Mas nada é dito quanto à receita do país sendo o maior produtor e exportador de cobalto do mundo.

Problema todo mundo pode saber, a divulgação é fácil, mas quanto às riquezas do país, essas ficam escondidas dos mortais. Só um grupo seleto ligado ao gabinete do presidente africano tem informações e se beneficiam delas. Quanto ao povo, são caçados diariamente por todos os tipos de intempéries naturais e humanas. Se chegarem aos 50 anos, é um milagre.

Em reprodução do site A Nova Democracia, na coluna escrita por Maria de Fátima S. Andreazzi: “o ebola e demais doenças, são  frutos da precariedade das condições de vida do povo e pela incapacidade dos governos dos países africanos de minimizar o problema, pela ausência ou insuficiência de sistemas de saúde públicos adequados. Há uma construção social da África como países pobres. Mas na realidade, a pobreza é decorrência da rapina que o imperialismo e governos locais lá realizam.

Serra Leoa e Libéria são ricos em diamantes e outros minerais que poderiam servir para o desenvolvimento desses países numa perspectiva de satisfação das necessidades de seus povos. Mas grupos de poder locais, na disputa por quem se tornará uma burguesia compradora, representante local do imperialismo na exploração dos minerais, levaram a guerras civis que devastaram ambos os países nos últimos dez anos. A Guiné possui um terço das reservas de bauxita já descobertas no planeta, 1,8 bilhão de toneladas de minério de ferro, grandes depósitos de diamante e de ouro e quantidades ainda indeterminadas de urânio.

Enquanto a doença não era considerada ameaça para os países ricos e atingia somente populações pobres, vacinas e soros contra o ebola foram descartados como objeto prioritário de pesquisa e produção pelos oligopólios farmacêuticos. Mas, quando a doença começou matar membros da OMS e saiu do país, chegando à Europa e até mesmo nos EUA, houve então uma correria para à fabricação da vacina. Hoje, por exemplo, quem desenvolve vacinas, em seus estágios iniciais, é o National Institutes of Health (NIH), agência do departamento de Saúde do governo do USA.”

A Etiópia por exemplo é outro país africano rico em jazidas de ouro, mas, mesmo deitada sobre ricas jazidas de minérios, a África não consegue tirar o povo em geral da pobreza e miséria. Não é segredo que toda a riqueza é saqueada por governos e grupos influentes locais aliados a sócios ocidentais e orientais, com escritórios luxuosos em países da Ásia, Europa e América do Norte.

De qualquer forma, o ebola na RDC está sendo monitorado a fim de na pior das hipóteses, ficar localizado e só matar pobres e miseráveis africanos. Mas, se a doença, por algum motivo, ameaçar a produção de empreendimentos minerais, os ricos e poderosos, a coisa muda de figura e se esquece o limite de gastos e todo dinheiro que se fizer necessário, será aplicado no combate à moléstia, ou epidemia.

Fonte: http://anovademocracia.com.br/no-136/5507-epidemia-de-ebola-na-africa-morrendo-sobre-diamantes

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