250 mil espiões sob um orçamento de 100 bilhões de dólares.

Por voltairenet.org

Embora o direito internacional tenha consagrado o princípio da soberania do Estado, as grandes potências não hesitam em corromper governos, desestabilizar sociedades, eliminar líderes ou até mesmo derrubar regimes por meio de ações secretas. Essa forma de interferência é relativamente barata em relação aos ganhos que podem ser esperados, mas prejudica a confiança entre os estados.

Neste jogo, os anglo-saxões são mestres. Unidos num pacto militar secreto concluído em 1948 (UK-EUA + Canadá, Austrália, Nova Zelândia), desenvolveram ferramentas de espionagem e ação clandestina a serviço de um projeto comum, o da Guerra fria. Eles então rivalizaram com a União Soviética, contra a qual eles haviam alcançado inegável superioridade no assunto. A China maoista e a França pós-colonial também aspiravam a manter zonas de influência, principalmente na África.

Após a dissolução da URSS, esta paisagem foi completamente renovada. A China desistiu do financiamento total dos grupos armados revolucionários e concentrou-se em informações úteis para o desenvolvimento da cooperação econômica. A França está se retirando de seu solo africano em favor da União Européia. Serviços russos que deveriam ter sido engolido por nada, continuam trabalhado para reestruturar o país e sua esfera histórica de influência (ex-Estados soviéticos que tornaram-se independentes) e que ainda lutam contra a interferência externa e não interferindo no resto do mundo.

A partir de 1995, os anglo-saxões investiram pesado em seus serviços secretos, que triplicaram o orçamento em quinze anos. Além disso, eles integraram os serviços israelenses em seus dispositivos, às vezes como um membro pleno de sua comunidade, às vezes como um mero subcontratado. Em 2009, os serviços anglo-saxônicos (excluindo Israel) empregaram mais de 250.000 homens sob um orçamento de 100 bilhões de dólares (15 vezes mais do que os da Rússia, seu principal concorrente virtual). De fato, a espionagem e a ação clandestina tornaram-se as ferramentas essenciais da globalização forçada.

— A pergunta que não quer calar: como à pobre ABIN, vítima de forte infiltração de agentes estrangeiros pode se desgarrar dessa teia poderosa? 100 bilhões de dólares em 2009, claro que esse orçamento hoje deve estar muito mais gorduroso. Qual o orçamento do governo brasileiro para à ABIN? Quantos agentes brasileiros possui a Agência Brasileira de Informação? E que história que possa vir a público, onde a ABIN teve participação fundamental em prol do país e do povo brasileiro? Ações de espionagem contra o próprio povo brasileiro não vale.

Como cidadão é dever querer saber se a instituição de informação brasileira é produtiva. O que já podemos saber? Já passou o tempo de se ficar uma eternidade em silêncio. A ABIN deve uma satisfação ao povo do Brasil! Alguma história que possa nos deixar orgulhosos? — Cimberley Cáspio

 

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