Na Coreia do Sul, Kim Jong-Un deu xeque. Em Cingapura, Kim Jong-Un deu xeque-mate.

Por Cimberley Cáspio

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A estratégia de  Kim Jong-Un em usar a dissuasão e propaganda, a fim de atrair o presidente dos EUA Donald Trump, em território neutro, para uma negociação direta e objetiva, foi um ato de extrema capacidade estratégica, publicitária e administrativa. Um magnífico jogo de xadrez diplomático muito bem jogado.

A ação com que fez em que o presidente dos EUA se deslocasse do Canadá à Cingapura, em um voo de longa duração, apenas para se encontrar com um presidente de um país até bem pouco tempo esquecido e desprezado pelo resto do  mundo, foi realmente vitoriosa com V.

A Coreia do Norte não é uma potência nuclear, não pertence ao clero superior da nações desenvolvidas e nuclearizadas, e sem um plano genial de publicidade radical, Kim Jong-Un, jamais conseguiria  falar cara a cara com o presidente dos EUA, ainda mais em território neutro. Os mais próximos se encontram com o mandatário americano na Casa Branca, ou com um representante direto militar ou civil, mas fazer o que Kim conseguiu, nessa geração, não acredito que outro consiga.

Kim Jong-Un não só está colocando o seu nome na história de forma honrosa e com mérito, como também atraindo os holofotes do mundo para o seu país, a Coreia do Norte. E claro, mostrou ao mundo uma capacidade administrativa de diplomacia de altíssimo nível em que poucos, ou quase nenhum possui. Claro que merece com méritos continuar no poder da Coreia do Norte, e agora já decidido a abrir os portões do país a fim de provar sinceridade nos acordos que realiza, o mundo verá uma Coreia do Norte bem diferente. Kim não jogará essa oportunidade fora.

De início, Donald Trump manterá às sanções ao país norte-coreano, apenas para mostrar que tem e continua com poder bélico, mas sabe que foi subjugado à inteligência de Kim Jong-Un, o qual, o atraiu até ele. Trump sabe que tomou xeque-mate. O presidente americano pode até dizer que não, mas está constrangido. Tomou o mais lindo xeque-mate que eu poderia ver em toda a história da diplomacia.

Diante disso, não é difícil pensar que a Coreia do Norte pode e muito, ultrapassar a Coreia do Sul, na questão de desenvolvimento. Sem ajuda dos EUA conseguiu um feito extraordinário, que foi atrair o presidente americano para uma negociação fora da Casa Branca, e, em lugar distante, longe mesmo.

Os “crimes contra a humanidade” de que a Coreia do Norte é acusada pela ONU, são crimes idênticos que ocorrem continuamente no Brasil, em que a ONU e o presidente dos EUA, não dão tanta, ou nenhuma importância.

No mais, parabéns ao presidente Kim Jong-Un e a todo o povo da Coreia do Norte.

 

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