8.770 crianças e jovens a espera de adoção no Brasil.

Por Cimberley Càspio

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Esse número é idêntico ao número de uma legião de exército. Creio eu que não há demanda para suprir essa extrema necessidade dessas vidas encontrarem um lar e viver em família em tempo hábil com tão grande soma.

Grande parte dessas crianças estão em abrigos espalhados pelo país, em que não sabemos como estão interagindo entre elas e também, como suas cabeças estão sendo trabalhadas. A maior parte nunca recebeu visitas e outra parte ainda não está apta para adoção.

A grande maioria de recém-nascidos foi gerada por estupros e entregues à justiça para adoção pelas próprias genitoras. Outras por falta de recursos, e até mesmo para esconder de familiares. Como por exemplo, não querer que os pais da gestante saibam. A exemplo de uma adolescente que estava grávida na capital do Recife e não queria que seus pais no interior do estado viessem a saber da gravides da filha; argumento que prevaleceu na cabeça da jovem, fazendo com que a mesma fosse à justiça e entregasse a criança para adoção.

Até mesmo, jovens casais estão entregando filhos recém-nascidos à justiça para adoção. O argumento geral é a falta de recursos.

A indústria do sexo destruiu a família e criou uma geração de zumbi, que depois de “cruzarem” estão descartando suas proles sem nenhuma cerimônia ou sensibilidade humana, algo que não conhecem. As proles que tem mais sorte, são entregues para adoção; os demais recém-nascidos são encontrados em latões de lixo, ou mesmo, como aconteceu recentemente, enterrados ainda vivos.

Foi criada uma lei denominada entrega legal ou voluntária, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas muito pouco divulgada. A lei, segundo seus criadores no Congresso Nacional, é uma forma das genitoras insatisfeitas poderem entregar suas proles à justiça para adoção sem receios de serem punidas judicialmente. Uma forma também de diminuir o número de crianças encontradas em latões de lixo, assim as autoridades argumentam.

A questão é que por falta de divulgação dessa lei, grande parte da “turma da transa zumbi” não tem conhecimento dessa “alternativa de se desfazer legalmente de um bebê indesejado”. E por não ter conhecimento, “adoções irregulares ou latões de lixo, ainda são soluções, já bem tradicionais.”

Ainda segundo a Folha de São Paulo, somente 420 crianças foram adotadas entre janeiro e maio de 2018. Como ficará a cabeça dos que não forem adotados? E quando alcançarem às ruas, como vão encarar a sociedade e famílias? Não é querer ser radical e pessimista, acredito que somente menos de 1% dessa soma, possam ser transformarem em cidadãos plenos. E quanto ao restante, vão se insurgir com toda fúria mortal pra cima de nós?

A verdade é que o país está destruído; a sociedade também; e família, num futuro muito perto, será apenas peça de museu.

Enquanto isso, a indústria do sexo segue a pleno vapor, longe da crise, com lucros ascendentes.

Fonte: Folha de São Paulo – www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/06/uma-mulher-vai-a-justica-a-cada-tres-dias-para-entregar-bebe-a-adocao.shtml

 

 

 

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