Costa Rica também está enfrentando problemas da migração nicaraguense no país.

 

© Jeffrey Arguedas / Reuters | Dezenas de pessoas participaram do protesto contra a entrada de migrantes nicaraguenses registrados em 18 de agosto de 2018 em San José, Costa Rica.

 

Por Eél María Angulo – Editado p/Cimberley Cáspio

Nas ruas de San José, capital da Costa Rica, centenas de cidadãos protestaram contra a entrada de migrantes da Nicarágua fugindo da crise que o país enfrenta.

 

Com ofensas e tumultos que foram rejeitados pela comunidade internacional, centenas de costarriquenhos protestaram contra a entrada de nicaraguenses que buscam refúgio naquele país depois de tentar fugir da crise que aflige a nação governada por Daniel Ortega.

O que começou como uma manifestação pacífica, mas dura, promulgar proclamações em protesto contra a retirada dos nicaraguenses, terminou em eventos violentos, após o qual as autoridades prenderam pelo menos 20 pessoas.

Luis Mauricio Vargas, um dos manifestantes, explicou à agência internacional de notícias EFE que o que eles estão procurando com esses atos é que as autoridades de imigração da Costa Rica restringem o que chamam de “invasão” pelos refugiados de seu vizinho. país

Alguns dos participantes da marcha assinalaram que um dos pontos focais com maior concentração de nicaraguenses em San José é o popular parque La Merced, onde aqueles que não encontram lugares em qualquer albergue podem passar as noites.

Diante de persistentes mensagens xenófobas contra membros da chamada “comunidade nicaragüense” na Costa Rica, Aura Laguna, uma mulher nicaragüense do país, assegurou que muitas delas trabalham lá legalmente e contribuem para o sistema financeiro.

“Muitos de nós estão aqui honestamente ganhando nosso sustento. Aqui, na Costa Rica, há muita corrupção, drogas, roubos e assaltos, não só de ‘nicas’ também de ‘ticos’ e se eles vão nos ofender, não diga que somos todos maus ”, disse Laguna sobre o protesto.

O fato de que a rejeição maciça pelos habitantes de San José teria sido o resultado de uma investigação feita pela Agência de Investigação Judicial da Costa Rica, que indica que um nicaraguense seria responsável pelo assassinato de um turista de origem espanhola. na localidade conhecida como Tortuguero.

O aumento do fluxo migratório da Nicarágua para a Costa Rica

No território costa-riquenho, existem cerca de 4,9 milhões de habitantes, dos quais, em média, oito por cento são migrantes e, dessa porcentagem, a maioria é de nacionalidade nicaragüense.

Nas últimas semanas, as autoridades costa-riquenhas informaram um aumento substancial na apresentação de pedidos de refugiados pelos nicaraguenses, motivados pela crise sociopolítica.

Segundo dados do Escritório de Migração e Imigração da Costa Rica, entre 60 e 120 pedidos de refugiados foram recebidos mensalmente. Mas em junho o percentual foi atípico, já que 5.200 pedidos foram registrados.

Os protestos na Costa Rica coincidiram com o cumprimento do quarto mês consecutivo de manifestações na Nicarágua, onde centenas de cidadãos entraram em confronto com forças pró-governo desde 18 de abril.

E aqui no Brasil, além da problemática em Roraima, Corumbá, no Mato Grosso do Sul, enfrenta a migração haitiana, vinda do Chile. Muito embora a situação esteja sobre controle, os haitianos não param de chegar na rodoviária da cidade. As autoridades temem que o problema possa sair do controle como acontece em Roraima.

A burocracia relativa a migração pela Polícia Federal no município está bastante confusa e não está ajudando, além dos setores responsáveis, estarem divergindo do que fazer, e o que não fazer. O povo e a igreja em Corumbá estão fazendo o que podem de forma amigável e humana; e com a continuidade de haitianos desembarcando e aumentando na cidade, espera-se uma resposta do governo federal para resolver o abacaxi.

O problema vem acontecendo depois que o Chile endureceu a lei migratória no país, após perceber que muitos haitianos que chegavam a Santiago, não vinham do Haiti, e sim, de outros países. Com dificuldades para se saber quanto aos antecedentes criminais dos imigrantes, a resposta chilena foi fechar o portão e somente permitir à entrada no país, após checagem no consulado chileno em Porto Príncipe.

Com isso, os haitianos em Santiago, estão pagando coiotes, os quais, os conduzem até  Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em uma viagem de 3 dias de ônibus. Durante o trajeto, muitos imigrantes são roubados e extorquidos, chegando na cidade sul-mato-grossense, sem dinheiro e documentos; onde pedem ajuda a moradores e autoridades para se abrigarem e comer. Os que chegam com dinheiro, embarcam em outros ônibus e seguem destinos ignorados pelas autoridades locais. Quer dizer, não passam pela migração.

Por enquanto, Roraima é destaque, mas Corumbá não quer ser a próxima.

 

Fonte: EFE / Link: www.france24.com/es/20180819-costa-rica-protestas-migrantes-nicaragua

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-45278905

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