Carmelo: o paraíso do contrabando uruguaio.

Por ICN Diario / Telemundo / Nuestromar – Editado p/Cimberley Cáspio

Fontes da Alfândega, Prefeitura e Ministério dos Transportes e Obras Públicas da República do Uruguai, reconhecem que existem pequenas docas em Carmelo e arredores que são usadas para acessar o país sem serem percebidas, como Puerto Camacho, e que por décadas têm sido utilizadas pelo contrabando.

A Marinha Nacional reconheceu que o radar que cobre a zona não está operando há muito tempo e que os controles não são cumpridos como deveria ser.

Atualmente existem radares no porto de La Paloma, Punta del Este, Montevidéu e  Colonia; e a aquisição de um novo radar que tem a possibilidade de maior cobertura entre Nueva Palmira e Conchillas, incluindo o tráfego da Ilha Martín García, ainda se discute a compra.

Falta radares nas costas das colônias, explicou o porta-voz da Marinha, que apontou que este problema é coberto por controles de rotina realizadas pelo pessoal da Prefeitura. E são aumentados de acordo com os riscos de segurança que vão surgindo, explicou.

Ernesto Clarens, um financista ligado a Néstor Kirchner, que foi mencionado por vários homens de negócios arrependidos como recebedores de subornos, teria viajado 91 vezes para o Uruguai em barcos particulares, em um total de 164 transferências feitas para o território nacional, segundo um relatório do programa “4 Dias da América.”

Lá ficou conhecido que Clarens viajava de Buenos Aires para o porto de Camacho, perto da cidade de Carmelo, no Uruguai, onde não há qualquer tipo de controle alfandegário. Apenas uma pessoa da Alfândega aparece na propriedade, embora não consiga monitorar o tráfego contínuo de barcos e iates na área, segundo o relatório.

O único instrumento de controle no porto de Carmelo são as câmeras de segurança que são implantadas ao longo da superfície do porto, cerca de nove, de acordo com a Telemundo. No entanto, a falta de manutenção dessas câmeras faz duvidar do seu funcionamento: sujeira, falta de foco, e falhas técnicas são algumas das coisas que foram relatadas.

Além disso, não há scanner e os controles alfandegários que deveriam ser solicitados quando os navios chegam, muitas das vezes, mesmo durante um dia inteiro não é feito, disseram as fontes dessa agência. À noite, o serviço não está disponível, mas os barcos continuam chegando e atracando.

Em 2017, cerca de 1.600 navios atracaram neste porto, mas anos atrás, no período entre 2003 e 2016, estimou-se que chegavam mais do que o dobro de navios.

O referido Puerto Camacho está no olho da tempestade. É um porto dentro de um bairro, o bairro de El Faro.

O proprietário de um dos barcos, o empresário Eduardo “Pacha” Canton, explicou que as pessoas confiam na “boa fé”, e evitam a entrada nos barcos. Simples assim.

Link: http://www.nuestromar.org/66605-08-2018/carmelo-puerta-entrada-dinero-y-contrabando-no-controlada-en-uruguay

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