Toffoli oferece cargo a general para auxiliar “conciliação.”

 

Por Brasil 247 

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A indicação do general da reserva Fernando de Azevedo e Silva para o cargo de assessor especial do Supremo Tribunal Federal (STF) feita pelo ministro Dias Toffoli, que assumiu nesta quinta-feira (13) a presidência da Corte tem como pano de fundo acalmar a inquietação dos militares e colocar as Forças Armadas como um dos responsáveis pela conciliação no atual momento de conturbação da política nacional.

A jornalista Maria Cristina Fernandes relembra, em sua coluna no Valor Econômico, que o general “construiu uma carreira próxima aos poderes civis” e “nos anos 1990, ganhou intimidade com o Congresso ao atuar como assessor parlamentar do Exército”. Ele também foi nomeado presidente da Autoridade Olímpica por Dilma Rousseff. Antes de ir para a reserva, porém, ele tornou-se chefe do Estado Maior do Exército, “o braço executivo do comandante Eduardo Villas Bôas, a quem sempre foi cotado para substituto”, destaca.

“O general Azevedo e Silva vai para o gabinete do presidente da Corte suprema no clímax do alvoroço em torno da ingerência das Forças Armadas na vida civil – da intervenção militar no cartão postal do país, que convive há seis meses com o assassinato não esclarecido de uma vereadora, a um comandante que tece considerações sobre a legitimidade do presidente a ser eleito, passando pela facada no capitão líder das pesquisas”, ressalta a jornalista.

Para ela, uma interpretação da chegada de Azevedo ao STF “visa a ampliar, para as Forças Armadas, o epíteto de operador da conciliação com o qual Toffoli pretende marcar seu mandato”. “Ao protagonismo da toga, contrapõe a primazia da política em três tempos: o Judiciário cuida do passado, Executivo, do presente, e o Legislativo, do futuro. Numa hipótese otimista, se essa rotina de consultas públicas for estendida às Forças Armadas, seria possível evitar, por exemplo, a reprimenda, em rede social, de Villas Boas ao habeas corpus do ex-presidente Lula que virou, da noite para o dia, o voto da ministra Rosa Weber”, completa.

Leia a íntegra da coluna:

https://www.valor.com.br/politica/583509…onciliacao

 

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