Somos um povo tipo casal sem vergonha, ou podemos deixar de ser?

 

Por Cimberley Cáspio

A cultura do roubo virou uma pandemia em todo o país. Não há vacina contra isso. Com as devidas exceções, tanto pobres quanto ricos estão roubando descaradamente nas mais diversas formas: uns à mão armada e outros com a caneta. Incluso estão empresários e autoridades. Por que isso? Porque o povo entrega aos diversos governos, sejam, federal, estadual e municipal, um cheque em branco com depósitos bilionários, fruto do trabalho e sacrifício nacional da população brasileira. E ainda permite que representantes políticos já reprovados moralmente e publicamente, tenham acesso às fábricas de leis, que são o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas. Aonde esses pseudos representantes sempre criarão leis em prol do próprio benefício e de suas famílias.

Não é a primeira eleição. Já tomamos caldos em todas elas. Já sabemos o que acontece. Um exagero de autoridades e autorizações para manipular o dinheiro público, que o Brasil realmente não precisa. Esse sistema está fracassado, obsoleto, não serve em nada ao país; e por que continuar insistindo nisso? Vão continuar roubando, não vão parar! Virou uma espécie de vício de gestão. De Norte a Sul, Leste e Oeste. O Brasil e essa democracia, é um casamento falido. E o povo parece aquela companheira ou companheiro, que a cada eleição acredita nas conversas dos candidatos e resolve mais uma vez perdoar na esperança de uma mudança. Não vai mudar nada! O casamento acabou! A personalidade dos ladrões está fincada numa raiz que se estende até os confins do inferno alimentada pela energia maldita de Lúcifer. O povo está cego. Não está enxergando o perigoso problema que já está sobre nós e nossas proles.

Há muito se perdeu à essência do nacionalismo, patriotismo, moral, dignidade e honra. Leis e sentenças são vendidas como um produto qualquer no mercado. Aos inimigos do rei, as leis e sentenças são aplicadas rigorosamente; já aos amigos do rei,  podem ser vendidas.

Bem, diante desse quadro nefasto, algumas escolas públicas e particulares da Bahia e também de Manaus, estão impondo uma espécie de disciplina militar nos alunos sob às ordens de sargentos reformados da PM amazonense, e baiana. Claro, de forma light. Não da forma que praticávamos de forma intensa no tempo da caserna; mas mesmo de forma light, há bastante reclamação. Já é da cultura humana, o desprezo pelo bem e pela ordem.

Esse projeto que vem acontecendo nessas escolas, no caso baiano por exemplo, tem como objetivo reprimir a desordem e o tráfico de drogas nas portas dessas escolas, e também impor a alguns alunos que tanto o seu colega, quanto o seu professor, devem ser respeitados, tanto no interior, quanto fora do colégio. E com isso, trabalha-se com uma série de pontuações que podem em muito beneficiar os alunos; e na pior das hipóteses, transferi-lo para uma outra unidade de ensino.

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Alunos têm que se apresentar em ordem-unida (formação de tropa) na escola
BBC/Victor Uchôa

O padrão militar influi no uniforme, cabelo, e nas meninas, maquiagem leve. Há um mês atrás, as meninas chegavam ao colégio com cabelos soltos e maquiagem pesada, agora não, maquiagem leve e penteado em coque.

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A cada 20 dias, os alunos passam por uma ‘revista de cabelo
BBC/Victor Uchôa

Depois da ordem-unida, como: cobrir, sentido, descansar, são obrigados a cantar o Hino Nacional e o Hino à Bandeira, e sob um aluno líder que muda de 10 em 10 dias, os alunos entram em sala, recebem o professor em pé, com o líder prestando continência ao mestre, já relatando quem está ou não presente à sala de aula.

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O líder da turma, que muda a cada dez dias, recebe os professores prestando continência / BBC/Victor Uchôa

Em momento algum, esse projeto interfere nos planos de aula de cada professor. O professor é livre para trabalhar. O projeto apenas monitora o comportamento dos alunos em sala, fora de sala, e nas imediações próximas ao colégio, e impõe à ordem de entrada e saída da instituição de ensino. Quer dizer, entrarem e saírem como gente e não como bicho.

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Imagem: BBC-Victor Uchôa

O projeto na Bahia ainda é um feto. Se vai funcionar e crescer, não sei. Se pode ajudar a mudar o padrão moral de uma nova geração, também não sei. Fato é que: já há reclamação por parte de ONGs, alguns pais, e alguns alunos, entre os quais, um aluno  declarou que: “está muito chato da forma que está e que no ano que vem irá para outro colégio.” No mais, por outro lado, o projeto vem tendo muito apoio. Se essa geração fará o resgate do país, só o futuro dirá.

Fonte: BBC-Brasil/ www.bbc.com/portuguese/geral-45491630

 

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