Michel Temer alertou que agora a crise migratória venezuelana é uma ameaça à paz de toda a América do Sul.

Por Cimberley Cáspio

Assim como a Zâmbia, a desintegração econômica da Venezuela parece também ser um bom negócio para a China. Há petróleo e muito ouro no país.

A corrupção pode ser um bom negócio para o corrupto, porém a nível de governo, em países subdesenvolvidos é um abismo para uma longa e fatal queda de um país em definitivo ao status colonial, ou, ao seu desaparecimento do mapa.

Em relação a migração venezuelana, mais de 2 milhões já saíram do país desde 2014, tendo sido chamado pela ONU, uma das piores crises de migração na história da América Latina. Podendo chegar a um “ponto de crise” comparável ao que foi visto no Mediterrâneo em 2015.

Os venezuelanos atravessam a Ponte Internacional Rumichaca, na fronteira entre Ipiales, na Colômbia, e Tulcan, no Equador, em 23 de agosto de 2018.

Muitos venezuelanos cruzam a Colômbia para chegar ao Equador

As tensões crescem entre os vizinhos da Venezuela, entre eles, Peru, Colômbia, Equador e Brasil. Os migrantes estão atingindo o ponto máximo de sua capacidade e afetando diretamente o sistema político das nações que os abrigam, exigindo que os governos passem a priorizar agendas em relação ao tema, quando deveriam cumprir agendas de interesse do país.

No Brasil, além dos venezuelanos, o governo também tem que lidar com os haitianos que chegam ao Mato Grosso do Sul, vindos por incrível que pareça, do Chile, e não do Haiti. Um outro fator complicador.

Enfim, Roraima já deu o que deu. Houve confusão e até confronto; obrigando o governo federal a ter que utilizar as Forças Armadas para por ordem no caos no estado e distribuir os imigrantes venezuelanos através da FAB em algumas cidades brasileiras, entre elas, Rio de Janeiro e São Paulo. O problema é que a situação de segurança e emprego no país está crítica, e aumentando o número populacional em cidades já sobrecarregadas não vai ajudar, pelo contrário, poderemos esperar pelo pior. A população de rua já não é pequena, e somando os imigrantes sem abrigo e sem emprego, a tendência é borbulhar a lava na cratera do vulcão.

E o mesmo problema enfrentam as nações vizinhas que estão recebendo os imigrantes; abarrotando o sistema de saúde desses países e complicando ainda mais a segurança pública. Pois a coisa encrencou de tal modo, que os nativos, como os brasileiros em Roraima, tiveram de alguma maneira suas vidas invadidas e não querem mais a presença dos imigrantes, desejando que o governo federal os levem para o mais longe possível. Idêntico nos países vizinhos.

Toda essa confusão, deixou os governos vizinhos confusos e embaraçados sem saber exatamente o que fazer para restaurar a normalidade, forçando uma declaração do próprio Michel Temer de a crise venezuelana chegou a um ponto crítico e ameaçador a paz na América do Sul.

O que fazer? Esperar uma definição dos  EUA? Diplomacia com Nicolas Maduro não rende mais nada. Segurar a onda devido comércio bilateral é chover no molhado, porque a Venezuela está inadimplente, não paga a ninguém. Invadir o país para remover o atual governo venezuelano sem a chancela americana está descartado. Vai que isso seja feito e haja uma blindagem chinesa, combater uma serpente é uma coisa, mas combater o dragão chinês mesmo no teatro venezuelano pode complicar e muito, e a situação sair fora de controle e termos surpresas mais do que desagradáveis nessa intervenção.

O governo Chinês enviou mais de um milhão de trabalhadores chineses para a Zâmbia, será que são realmente trabalhadores? Quantos chineses podem já estar também na Venezuela? Um navio-hospital chinês chegou recentemente à Venezuela com à missão de dar suporte médico a população do país caribenho. Não é um pequeno navio. A missão é essa mesma, ou serão outras? Se há um número significativo de chineses na Venezuela, podemos ligar uma coisa a outra?

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Imagem: Agência Lusa

Fonte: BBC – www.bbc.com/news/world-latin-america-45546650

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