“Mais Médicos”: nada pessoal; o problema é que Cuba não é transparente.

Por Cimberley Cáspio

Mayreilis Alvarez Rodriguez, uma médica cubana, deixa a casa de um paciente em Santa Rita, no Brasil

Mayreilis Alvarez Rodriguez, uma médica cubana, deixa a casa de um paciente em Santa Rita, no Brasil.

Como presidente eleito, Bolsonaro tem autonomia para em favor do Brasil, fazer o que ele bem entender. Na questão do “Mais Médicos” não se trata de uma questão pessoal aos médicos cubanos e muito menos ainda aos brasileiros beneficiados pelo “programa”.

Como brasileiro, o que compartilho da opinião do presidente, é o injusto condicionamento do governo cubano para que os médicos da Ilha, possam exercer a profissão fora do país comunista; como por exemplo, ficar com 70% da receita do profissional de saúde e manter sua família refém no país caribenho. Quer dizer, o médico é proibido de sair com sua família de Cuba.

Por outro lado, há um fator estratégico. O que o governo cubano conversa com os médicos selecionados antes de deixarem Cuba? Há espiões disfarçados no “programa” enviando informações para o país comunista? Se há, que informações são passadas? Quem são cada um dos médicos? O objetivo é somente exercer a medicina? Ou há objetivos obscuros por parte de algum, ou alguns? A profissão de médico seria só um disfarce, mesmo que seja realmente médico? Não se trata somente do fator saúde. Há mais coisa envolvida, e o governo de Dilma Rousseff que implementou a parceria com Cuba, foi um ninho de traidores e ladrões, segundo a Lava Jato. E só por isso, não há confiança. E por falta de transparência do governo cubano, é determinante para proteção nacional, que realmente haja uma reformulação total no “Mais Médicos”, ou, o rompimento do acordo com Cuba.

Já os médicos brasileiros com as devidas exceções, não tem boa fama quanto ao atendimento em geral, principalmente aos mais pobres. São muito criticados por boa parte dessa população, como por exemplo, se sentirem seres superiores aos demais brasileiros, e quando atendem, além da negligência de não dar à atenção devida à ocorrência, possibilitam os famosos erros médicos com consequências trágicas, pouco se importando com a vítima do seu descaso.
Reclama-se também que só dão atendimento à altura somente aos abastados e muito ricos. E quando se trata de comunidades carentes, querem passar longe, ficar distante, muito distante.

Houve reportagens na mídia, que médicos entravam no hospital, assinavam o ponto e se retiravam da instituição. O ponto era assinado regularmente, mas o médico nunca era visto no hospital. E não foi só uma reportagem sobre isso, foram várias. E na cidade de Araruama, badalada cidade da Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro. Imagine então no interior distante do país, rincão com acessibilidade difícil; que como já é de conhecimento, muitos médicos não querem ir.

As exceções são poucas, e não conseguem reverter essa má fama de orgulho, arrogância e prepotência por boa parte dos profissionais de saúde no Brasil. E diante desse quadro, só acredito que Bolsonaro conseguirá resolver por força de lei obrigatória como o serviço militar. Mas mesmo por força de lei, não há garantias quanto a qualidade do atendimento, onde os médicos cubanos estão brilhando, trabalhando com muito profissionalismo e humanidade segundo a população atendida por eles. Mas quanto aos médicos brasileiros que os substituirão, haverá dúvidas e temor diante da fama de negligência e o erro médico que os precedem, geralmente levando suas vítimas à morte.

Quanto a questão com Cuba, podemos dizer que no geral, é impossível realizar qualquer negócio sem confiança e transparência.

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