Jornalistas e blogueiros estão sendo caçados e mortos, inclusive no Brasil.

Por Felipe Dourado e Gabriel Alves-Poder360 e Jornal Nacional – Editado p/Cimberley Cáspio

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Em sete anos, 26 repórteres foram mortos no Brasil por motivos relacionados ao exercício da profissão.

Por mais 1 ano, o jornalismo é considerado uma das profissões mais arriscadas do mundo. Em 2017, 78 jornalistas morreram durante o ofício, enquanto outros 326 foram presos. Segundo a ONG britânica Article 19, esse é o maior número de assassinatos de profissionais da imprensa desde 2008.E

O relatório, divulgado pela instituição voltada à preservação dos Direitos Humanos, é liderado por Turquia, Rússia e Hungria. Também se percebeu 1 aumento à caça aos jornalistas em países governados por extremistas.

Em comunicado, o diretor-executivo da Article 19, Thomas Hughes, afirma que o fenômeno é global, e as violações aos direitos humanos têm afetado diversos países com tradição de respeito à liberdade de expressão.

“Este relatório é um alerta sobre o estado precário da liberdade de expressão e a rapidez com que pode ser minada por aqueles que querem fechar a liberdade de expressão, a dissidência e a oposição informada”, disse.

Em paralelo, outra ONG também tem monitorado as atividades relacionadas à repressão de jornalistas e profissionais de mídia ao redor do mundo. O CPJ (Comitê para Proteção dos Jornalistas) já contabilizou 48 mortes em 2018.

Como é a realidade no Brasil

Mauricio Rosa, 64 anos, Minas Gerais; João Miranda do Carmo, 54 anos, Goiás; Aldenísio Décio Sá, 42 anos, Maranhão. Mudam os nomes, as idades, os estados…Só não muda uma triste realidade.

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Reprodução Olhar Direto

Jornalistas continuam sendo mortos por investigar e denunciar. Por publicar histórias subterrâneas de corrupção política, violência policial e outros crimes contra a cidadania. Por exercer a sua profissão.

Além de Mauricio, João e Aldenísio, morreram Manoel, Valdecir, Santiago, Edinaldo, Luciano. Entre 2012 e 2016, 29 jornalistas foram assassinados no Brasil.

É uma longa lista. Começa com a Síria, o Iraque e o México. Passa pelas Filipinas, Iêmen e Afeganistão, até chegar a Finlândia, Sérvia e Estados Unidos. No total, foram 530 jornalistas mortos em 54 países. Em média, dois por semana.

Segundo dados divulgados pela ONG “Repórteres Sem Fronteiras”(RSF), o Brasil é o 2º país da America Latina que mais mata jornalistas. A avaliação é dos anos 2010 até 2017. O ranking considera somente pessoas que foram mortas por causa da profissão.

Em 7 anos, 26 comunicadores foram assassinados enquanto trabalhavam. Este número só não é o maior entre os países latino americanos, pois, no México, foram 52 vítimas no mesmo período.

De acordo com o relatório, dentre os profissionais de imprensa os mais vulneráveis são os blogueiros –jornalistas independentes representam 40% das mortes. Segundo a análise, isso se deve ao fato de não terem apoio de nenhuma instituição.

O blogueiro Luís Gustavo da Silva, responsável por denunciar o assassinato de Maurício Santos Rosa –dono do jornal “O Grito”–, foi baleado por 2 homens em Aquiraz em 2017. Ambas as mortes são citadas no relatório.

Apesar de ter a LAI (Lei de Acesso a Informação), que trouxe maior transparência, o Brasil é o 103º na Classificação Mundial de Liberdade de Imprensa. A violência é 1 dos fatores que se destacaram na colocação do país.

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