Passe livre intermunicipal é garantido para estudantes que moram fora da capital, inclusive do ensino superior.

Passe livre intermunicipal é garantido por deputados da Alerj.
Estudantes que moram fora da capital, inclusive do ensino superior, já podem providenciar o cartão de gratuidade para as passagens intermunicipais nas linhas de transporte rodoviário


Os discentes de universidades públicas também aprovaram a medida após a derrubada do veto de Pezão – Marcio Mercante / Agencia O Dia

Por *Antonio Puga-Jornal O DIA

Rio – Uma das 55 revogações de vetos do governador preso Luiz Fernando Pezão, aplicadas em série pelos parlamentares da Alerj nessa semana, garante o direito ao passe livre intermunicipal nas linhas de transporte rodoviário aos estudantes do Estado do Rio de Janeiro. Os beneficiados que moram na capital e já possuem o bilhete único universitário devem aguardar a publicação da decisão no Diário Oficial para usufruir da gratuidade, enquanto os estudantes dos demais municípios devem providenciar um novo cartão junto à instituição de ensino e ao RioCard.

A decisão unânime ocorrida na quarta-feira, 51 votos a favor da derrubada do veto que invalidava o benefício e nenhum contra, atende a milhares de pessoas que moram distante do local de ensino. “É um incentivo aos estudos em forma de economia, um gasto a menos”, disse Wallace Pinheiro, estudante de Engenharia Petrolífera e morador de Irajá.

O Projeto de Lei 4021/2018, com autoria de diversos deputados, altera a Lei 4.510/05 que já garantia a isenção das passagens de ônibus nas linhas intermunicipais aos alunos dos ensinos Fundamental, Médio e técnico das redes públicas municipal, estadual e federal, além de pessoas com deficiência e portadoras de doença crônica. O novo texto acrescenta a especificação dos diferentes tipos de educação técnica (integrado, concomitante e subsequente) e também estende o benefício para os estudantes do Ensino Superior, inclusive da rede privada.

Em setembro deste ano, o texto aprovado pelos deputados foi encaminhado ao governador à época. No entanto, Pezão vetou a medida sob a alegação de ausência de fonte de custeio para a concessão do subsídio. Na votação de anteontem, os opositores ao veto citaram o Fundo Estadual de Combate À Pobreza, que recebe R$ 5 bilhões vindos de tributos e multas anualmente, como fonte viabilizadora. “Não estamos discutindo um luxo, estamos discutindo o combate à evasão escolar”, declarou o deputado Carlos Minc (PSB), coautor da lei.

“Depois do Sisu e do Prouni, as universidades abriram a possibilidade de estudo a pessoas de outros lugares, como é o caso da galera da Baixada e da Região dos Lagos. E ao mesmo tempo que a universidade expandiu suas vagas, não deu condições para o estudante permanecer. Tem gente sem condição de pagar R$ 20 por dia para ir à aula”, explicou Filipe Augusto, coordenador-geral do centro acadêmico da escola de comunicação da UFRJ.

De acordo com Minc, a prisão de dez deputados da base governista pegos na Operação Lava-Jato, na fase batizada de ‘Furna da Onça’, seguida da prisão do governador Luiz Fernando Pezão, na semana passada, desestruturou a cúpula emedebista e permitiu que diversas políticas aplicadas nos últimos anos fossem revistas.

odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2018/12/5600168-passe-livre-intermunicipal-e-garantido-por-deputados-da-alerj.html#foto=1

*Reportagem com o estagiário Felipe Rebouças


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