O teatro soberano de países incompetentes e corruptos.

Por Cimberley Cáspio

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Raros são os países verdadeiramente soberanos. E esses países geralmente possuem leis duras e pesadas para traição e corrupção da parte de qualquer um dos nativos. E uma das características de soberania é o investimento maciço na educação de seu povo, principalmente à infância e adolescência, incluindo esporte e atletismo. E quando isso não acontece, a população se sente abandonada e obrigada a ter que matar um leão por dia com a incerteza do amanhã. Cada família luta por si; e todos correm de maneira insana em direção somente a um foco: o pote de ouro. Não importa quem fica para trás. Se eu não cheguei, pelo menos coloquei meu filho aonde queria, e é só o que importa.

País? Que país? O que importa é um bom emprego e estabilidade. E de preferência, sabendo falar outras línguas para que possa também trabalhar no exterior, seja por oportunidade ou necessidade. E em um país onde ao inimigo é imposto o rigor da lei, a primeira coisa a fazer é ganhar amigos ligados ao sistema, e também fazer parte desse sistema; afinal, como disse Maquiavel, estar entre amigos influentes e poderosos, geralmente não precisa temer a lei, pois aos amigos, os favores e benefícios. Para alguns, o  melhor jeito de se viver e sobreviver em uma colônia corrupta.

Poderia falar de muitas. Mas, vamos pegar a Argentina por exemplo: quando se perde a soberania, a Constituição passa a ser um livro como qualquer outro. Uma peça figurativa de produção teatral. E o Congresso e as instituições protagonizam o show, onde o poder é exercido exclusivamente sobre o povo, mas sem nenhum peso externo, e sem nenhuma autoridade sobre a produção das empresas estrangeiras no país. 

Toda a economia e os recursos produzidos, são exportados e administrados por representantes estrangeiros, do básico ao estratégico. E o que permanece na colônia é nada mais que uma sobra, ou resto, do melhor que foi exportado. Todo recurso, seja natural, econômico e estratégico fica subjugado à autoridade estrangeira. E o retorno financeiro geralmente não passa de 3% de 100% de tudo que é produzido e exportado. E dos 3%, o que chega à população mais necessitada, imagino que seja no máximo 0,4%.

E com isso, o sofrimento recai sobre a classe mais pobre, que, desfalcada de bens e direitos, pressiona o sistema e as autoridades nativas na busca pelo básico, sem saber que as autoridades politicas com apoio do Legislativo e Judiciário, já venderam o país, toda riqueza nacional, e que até o básico, como alimento por exemplo, vai embora, alimentar os povos dos países que saqueiam o celeiro da nova colônia; sem esperança alguma de retorno e da aplicação dos recursos nas atividades domésticas mais urgentes e necessárias. Emprego então, nem pensar; e quando há, as vagas são apenas para trabalhadores braçais em sua maioria, ou, o chamado subemprego, pois as melhores vagas são preenchidas por pessoas ligadas diretamente e indiretamente ao sistema político do país, estado, ou município. Os nativos pobres e indefesos ficam literalmente de pires nas mãos, e muitas vezes, pires vazios por muito tempo. 

Como isso acontece? Primeiro, total incompetência política e depois a corrupção. Sem o amor patriótico, a ganância domina e contratos obscuros e secretos são construídos fora dos olhos da população, dando um nó no país; que depois de preso nas teias, é impossível se libertar.  E um script ideológico de amor ao país e vontade de desenvolvimento social e econômico, periodicamente é montado e fartamente interpretado magistralmente para à população durante as campanhas eleitorais; um teatro com apoio total dos patrões internacionais que nos bastidores não poupam o melhor dos efeitos especiais a fim de garantir a vitória política dos seus fantoches e empregados políticos nativos. E as mentiras são tão bem contadas que para a maioria é difícil de não acreditar. E quando acordam do sono, encaram a realidade de ver que tudo do melhor não mais lhes pertencem. Comerá de uma migalha governamental, será explorado por patrões também nativos, e terá o rigor da lei sobre suas cabeças. É assim que se perde um país, desaparece uma nação, e o povo passa a sobreviver em uma dimensão de perigo, dificuldade, sofrimento e morte.

E quando um país não encara a realidade de se assumir publicamente como colônia, o teatro de país soberano do faz de conta vai se mantendo dando continuidade ao show
 “illuminati”, que só acredita quem não tem informação.

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