O DER-RJ precisa acabar. Precisa ser extinto. O órgão há muito deixou de cumprir a sua função.

Por Cimberley Cáspio

Foto: net DIÁRIO

A imprensa está cansada de denunciar o mal estado de muitas estradas brasileiras, e os órgãos responsáveis pelo setor se comportam como surdos. Nenhuma iniciativa, e tudo continua a mesma coisa. O Estado brasileiro gastando dinheiro público com órgãos inúteis e o povo se sacrificando, arriscando suas vidas nessas rodovias que mais parecem roleta russa. Há sempre um acidente, e alguns fatais.

E quando a estrada é de chão, no calor, a visibilidade é prejudicada pela poeira; quando chove, dependendo da situação, o trânsito para até que ajuda chegue e o tráfego possa novamente avançar. Se a ajuda não chega, todos ficam ali parados por longas horas ou até dias amargando toda sorte de prejuízo monetário e emocional. E os órgão responsáveis pelo setor, indiferentes e surdos.

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A irresponsabilidade ainda continua e os prejuízos não são repostos por quem deveria repor, o setor público, a quem cabe o dever de cumprir com sua função, que não faz e nem fará; ainda mais agora com o festival de pedágios e terceirizações. Se antes não fazia, agora mesmo que não fará. Com pedágios e terceirizações, o Estado perdeu completamente o gás e não vai se dispor a gastar nem um centavo no setor rodoviário. Quem perder, perdeu e quem morrer, que os parentes se virem. A irresponsabilidade pública não será cobrada mesmo.

Resultado de imagem para Foto: estrada São José do Vale do Rio Preto - Poço fundo

No Estado do Rio de Janeiro, a coisa não é diferente e cheguei a seguinte conclusão: o DER-RJ precisa acabar. Precisa ser extinto. Com pedágios e terceirizações, o órgão deixou de cumprir suas funções e muitas estradas auxiliares que ligam municípios afastados às rodovias principais no Estado do Rio de Janeiro estão abandonadas. Se estrada de chão, os buracos são mais bacias do que buracos. Se asfaltadas, estão totalmente esburacadas; e em vários trechos, há anos, estão funcionando com passagem para um só veículo. Em outros trechos, o asfalto desapareceu. E independente da precariedade, o trânsito continua fluindo, mas de forma totalmente perigosa. Os veículos grandes e pequenos ao desviarem de buracos, criam situações extremas de acidentes que quando ocorrem, a conta do prejuízo cai sempre em cima de quem não tem culpa.

Como causa cível, os acidentes de trânsito, quando não há morte, a corda geralmente rebenta no lado mais fraco. O DER-RJ, principal responsável pela responsabilidade estrutural que não cumpre, ri da impunidade garantida. Quanto aos demais, amargam prejuízos em todos os sentidos, principalmente cargas de produtos rurais que seguem diariamente em direção ao CEASA, na capital. Prejuízo também grande para agricultores, motoristas e principalmente famílias que dependem do sustento da roça. Inclusive crianças sujeitas ao transporte escolar e que tem hora para chegar à escola. O início do ano letivo começou hoje.

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Muitas estradas auxiliares no interior são estaduais. E independente de histórias de verbas passadas, se foram repassadas para o município e o mesmo não as aplicou como deveria, a população e a vida não pode pagar por isso.

Em certas situações, terceirizar responsabilidade não funciona, e nem todos tem capacidade para assumir funções que não lhes cabem. Nem todos são administradores, nem todos são capazes de assumirem responsabilidades que não seja pessoal.

Misturando tudo isso e mais alguma coisa, o problema cai no colo do DER-RJ, que simplesmente de DER-RJ, presente nessas estradas, somente algumas placas antigas e já cobertas por mato ainda se mantém, quando ainda estão visíveis. Mas a presença mesmo do órgão nessas rodovias de sua competência, não existe. Nada, ninguém vê. Quando vê, no mínimo uma operação tapa-buraco feita na base da pressão. E como o trabalho não tem nenhuma qualidade, logo, logo, o asfalto desaparece e os buracos voltam a aparecer perturbando e arriscando a vida de todos como de costume.

O órgão que nasceu e foi criado com o dever de desenvolver caminhos para o tráfego fluminense, caminhos seguros, e manter a manutenção desses caminhos, só existe porque tem uma sede na capital, Rio de Janeiro. Mas o serviço e a incumbência que lhes cabe, há muito deixou de acontecer.

Hoje, o DER-RJ, é uma espécie de elefante branco que não tem nenhuma serventia. Um órgão inútil; e extinto, será muito mais útil ao estado. Não mais existindo, não tem mais porque gastar dinheiro público. Ah, mas quem então cuidará das estradas? Simples. Entrega oficialmente a incumbência as prefeituras. Será muito mais fácil para a população cobrar.

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