2019 – estamos sendo caçados

Por Cimberley Cáspio


Casal é resgatado da lama em Brumadinho

2019 começou extremamente pesado. Não foram tragédias maiores do que em 2011 na região serrana do Rio de Janeiro, mas o número de mortes que já foram ceifadas esse ano até agora, são significativas.

Há videntes declarando que virão situações piores no decorrer do ano, e que essas mortes até agora não foram nada mais nada menos do que um aperitivo mórbido.

É a ira da natureza? É a negligência pública e privada? O que sei é que estamos na fila, e poderemos ser os próximos.

Que vamos morrer, todos nós sabemos, a questão que nos amedronta é, de que forma vamos morrer. 

Queria escrever sobre algo melhor, mas o que estamos acompanhando e vivenciando é algo assustador, e não há espaço na mente para se pensar em outra coisa. 

A verdade é que não só o mundo, mas o Brasil está de ponta cabeça no quesito  violência. Parece sem controle. As palavras morte e chacina não despertam mais o interesse de  ninguém. Se transformaram em algo comum, banal.

Parece que estamos sendo caçados, tanto pelo homem quanto pela natureza. Seja em casa ou fora de casa, nossas vidas estão por um fio, só não sabemos de onde virá o ceifador e nem a hora. Se a doença não nos pegar primeiro.

Sigo com os projetos? Os investimentos? A vida que ainda me resta? Sim. Mas estou assustado.

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