Memórias de Odorico Paraguaçu.

Por Cimberley Cáspio

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“A memória hermenêutica parafraseada na ortodontia ortodoxia da pleura desvairada, não será mais compactuada durante o meu governo. O povo de Sucupira na minha administração, será dinamicamente, analmente e menstrualmente dignificado como a Seleção Brasileira, nunca mais andarão a pé, estaremos sempre juntos em cima do caminhão de bombeiros.” Odorico Paraguaçu.

Político é profissão? E oposição, é tradição ou terapia? O emburrecimento social tem levado à práticas abissais, quer dizer, segurar o desenvolvimento social a qualquer custo. Mesmo que isso custe o preço de uma nação.

Isso significa dificultar o acesso da população aos itens básicos de sobrevivência, restringindo a equiparação salarial em um processo desconexo com os aumentos dos produtos necessários, principalmente à população mais pobre do país.

Mas, e a oposição, o que diz contra isso? Bem, a oposição na verdade tá nem aí pra realidade e dificuldade dos mais pobres, a oposição quer mais é curtir a moda oposicionista de viver, quem sabe, vira situação caso uma vantagem possa ser significante. O objetivo é provocar a situação para quem sabe, trocar de lado dependendo da oferta. E aí, adeus oposição.

Mas se nada acontecer, fica-se na oposição, liderando o bloco dos burros e cegos, mas estando sempre presente nas reuniões da situação, inclusive em almoços com autoridades e parlamentares. Porque viver e conviver no meio do poder é atraente e pode gerar algo interessante no futuro, pessoal claro, não há interesse coletivo. O interesse coletivo é uma novela com script antigo, jamais renovado.

E o tempo passa, o povo grita, o povo quer mudança, quer melhoria de vida, mas que nada, nem situação e oposição quer mudança nenhuma, a não ser mudança pessoal própria; quanto ao resto, bem, o resto é o resto.

No mais, é continuar se fazer acreditar que situação e oposição falam a língua do povo, mas a verdade é que não. Situação e oposição falam a mesma língua, convivem diariamente na mesma casa, almoçam e jantam juntos, quando chegam ou vão embora, quase sempre vão no mesmo transporte, conversando e rindo muito, ora do povo, ora de outras coisas que nada tem a ver com temas políticos e sociais. Quanto ao povo, a língua é totalmente estranha para ouvidos que querem se fazer de surdos.

Eleições, ahh…malditas eleições, como seria bom ficar eternamente no cargo. Como isso é bom. Toda riqueza e estrutura pública a meu favor. O que pode ser melhor que isso? Mas tudo bem. Vamos às ruas dar um tijolo a um, uma caixa-d’água pra outro, 10 sacos de cimento pra outro “amigo” eleitor, uma ou duas…duas pra não dizer que sou ruim de tudo, duas cestas básicas pra D. Maria que ainda acredita em mim, coitada, não sabe o quanto a exploro e a engano, mas tudo bem, ela não sabe mesmo, então vamos que vamos. Enfim, gasto uns trocados nas eleições mas também me divirto. Danço até forró com D.Arminda, uma velha de 80 anos, desdentada, que prometi uma dentadura na eleição passada e não cumpri. Voltei ao curral, quer dizer, a comunidade e revejo D.Arminda abrindo aquela boca banguela e sorrindo para mim. Na verdade não quero nem me aproximar dela, mas o que não faço pela política. Vale a pena qualquer sacrifício para passar 4 anos na Assembléia Legislativa ou Brasília.

D.Arminda não é minha prioridade como todos sabem, porém como tive um generoso aumento salarial, não por mérito, e sim, porque tenho o poder de me dar aumento a hora que eu quiser, vou dar a dentadura dela, claro, não será nada sofisticado ou caro, mas ela é bobinha mesmo e vai ficar satisfeita com o que eu lhe der. Só não vou bancar o COREGA.

Depois da reeleição, claro, serei reeleito porque o povo é burro mesmo, analisarei se continuarei na oposição. Mas por enquanto a minha fantasia de líder oposicionista me cai bem. Os conchavos irão determinar que caminhos irei tomar. Pelo sim pelo não, continuarei alimentando a esperança dos otários, quer dizer, dos eleitores, desculpa aí.

Sucupira que me espere, já, já retornarei.

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