Falsificar currículo é crime? Acho que não. Autoridades praticam e nada acontece. Então…

Por Poder360

Foto: Tãnia Rêgo/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Marcelo Crivella, admitiu não ter recebido “a chave da cidade de Jerusalém (Israel)” em 1999, conforme constava em seu currículo.

De acordo com a Folha, nem a prefeitura da cidade israelense nem o governo do país têm registros da condecoração. Ao jornal, a assessoria do prefeito informou que o tributo foi concedido à IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) e não ao bispo.

Um funcionário do governo israelense, porém, disse desconhecer até mesmo a existência de 1 prêmio chamado “chave da cidade de Jerusalém”. A premiação segue na biografia que consta no site pessoal de Crivella:

Esta não é a 1ª vez que o político apresenta informações imprecisas sobre si mesmo. Em 2016, a Agência Lupa verificou que ele não tinha feito mestrado na Universidade de Pretória, na África do Sul. Na época, Crivella admitiu que a informação não procedia e disse que havia apenas revalidado na universidade sul-africana seu diploma de graduação em engenharia obtido no Brasil.

Relembre outros casos.

  • Wilson Witzel (PSC): em maio, o jornal O Globo mostrou que o governador do Rio de Janeiro e ex juiz-federal mentiu sobre ter estudado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Em seu currículo na plataforma Lattes, Witzel afirmava ter feito 1 curso de pós-graduação em “judicialização da política”.
  • Abraham Weintraub (ministro da Educação): em abril, a Folha identificou autoplágio na produção acadêmica do economista. Ele teria 2 artigos idênticos em publicações diferentes.
  • Ricardo Vélez (ex-ministro da Educação): em março, o Nexo identificou 22 erros no currículo Lattes do professor universitário. Entre eles, publicações duplicadas; livros atribuídos ao ministro, mas que não são de sua autoria e obras com autoria dada exclusivamente a Vélez, mas que foram produzidos também por outros autores.
  • Ricardo Salles (ministro do Meio Ambiente): em fevereiro, o Intercept Brasil mostrou que Salles não é mestre em direito público pela Universidade Yale, conforme afirmava em artigos. No Twitter, ele afirmou tratar-se de 1 equívoco da assessoria.
  • Damares Alves (ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos): em janeiro, a Folha mostrou que a ministra não era “mestre em educação” e “em direito constitucional e direito da família”, como afirmava. Na ocasião, ela afirmou tratar-se de títulos bíblicos.
  • Dilma Rousseff (ex-presidente da República): em 2009, a revista Piauí revelou que a então ministra da Casa Civil afirmava em seu currículo Lattes que era mestre em economia pela Unicamp, mesmo sem ter concluído o curso. A petista corrigiu a informação depois da publicação da reportagem.

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