STF provoca terremoto judiciário. A partir de agora a lei é do mais forte.

Por Cimberley Cáspio

Resultado de imagem para Foto: a justiça desmoralizada

Ao passar por cima do TRF 4, impedindo a transferência de Lula para o presídio de Tremembé-SP, o STF desmoronou a hierarquia judiciária. Quer dizer, agora vale tudo.

E o caso foi julgado de forma relâmpago, algo que nenhum cidadão brasileiro, com certeza conseguiria.

A decisão da transferência da Justiça Federal de Curitiba foi constitucional,1ª instância, e acima, qualquer decisão positiva ou negativa teria que ser do TRF 4, segunda instância. E se a decisão foi constitucional, o STF não deveria intervir, como declarou o ministro Marco Aurélio. Mas enfim, a montanha da moralidade judiciária foi abalada.

E a Constituição do Brasil foi esculhambada, rasgada, está fisicamente um lixo. Não vale mais nada. O grande trabalho agora, será a restauração de tudo isso, se for possível, pois será como um trabalho de um rebocador para desencalhar um porta-aviões debaixo de uma tempestade.

Claro que farão o maior esforço pra manter as aparências da normalidade institucional, pois a Constituição na verdade era só um cortina de fumaça, e tudo que pensávamos está mais do que comprovado. Sendo o cliente rico, influente e poderoso, a justiça se adapta e se possível até ajuda, será rápida, independente de hierarquia ou prazos processuais, como foi agora para impedir a transferência de Lula. Mas se for pobre, a justiça será rigorosa, ou, lenta demais se for o caso de um benefício ao seu Zé ou D. Maria. Daqui pra frente nada mais surpreenderá

Quem são os culpados por tudo isso? Todos os brasileiros, do pequeno ao grande. Afinal, votaram-se em pessoas erradas e essas pessoas erradas produziram outras pessoas erradas que entraram nos poderes e autarquias da República, corroendo como cupins toda estrutura do país, e agora, o desmoronamento. E a única instituição capaz de impedir o pior são as Forças Armadas.

Por O Antagonista

No UOL, Josias de Souza escreve que o episódio do STF barrando a transferência de Lula é “mais uma oportunidade para discutirmos uma excrescência: o privilégio da prisão especial”.

O colunista cita os casos das prisões de Michel Temer e Eduardo Azeredo e lembra que, no Brasil, “os criminosos são tratados conforme o status social e a graduação profissional”.

“Um político poderoso ou qualquer cidadão com canudo universitário —médico, advogado, jornalista…— mata ou rouba (…) e vai para uma prisão especial. Um jovem da periferia é flagrado com uma pequena quantidade de maconha, imediatamente é enfiado numa cela superlotada, virando mão de obra para as facções criminosas.”

Foi contra esse pano de fundo, prossegue Josias, que o Supremo parou para “suspender a transferência da divindade petista. Fica no ar uma dúvida: o nome da Corte é STF ou STL, Supremo Tribunal do Lula?”.

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