Se você falsificar dinheiro vai pra cadeia. Mas os bancos estão oficialmente autorizados a falsificar a moeda brasileira com incentivo e cumplicidade do Estado.

Por Leandro Roque – Bruna T/Fórum Anti Nova Ordem Mundial – Editado p/Cimberley Cáspio

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No Brasil quanto no mundo, os bancos na realidade possuem o privilégio legal e exclusivo de criar dinheiro do nada, emprestam dinheiro e cobram juros sobre ele. Como se trata de algo importante e bizarro demais para ser ignorado, vale a pena enfatizar: bancos possuem o privilégio legal, concedido pelo estado, de criar dinheiro eletrônico, de emprestar estes dígitos eletrônicos para pessoas e empresas, e de cobrar juros sobre eles. Algo que lhe daria cadeia se você fizesse, os bancos fazem com a autorização e até mesmo com um forte incentivo estatal.

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Os bancos de hoje lidam majoritariamente com dígitos eletrônicos que eles próprios criam. E, quando você lida com dígitos eletrônicos que podem ser criados do nada, você não se preocupa com a origem daquele dígito. Se você pode criar dígitos eletrônicos para emprestar para João, você não tem de se preocupar em remover estes dígitos eletrônicos da conta do José. Você pode criar os dígitos eletrônicos na conta de João ao mesmo tempo em que José segue tendo total e irrestrito acesso aos dígitos eletrônicos dele.

No atual sistema bancário, todo o crédito é bancário(não é real). Não existe crédito real. O dinheiro de verdade não existe. Trata-se de dígitos eletrônicos que são criados pelos bancos e acrescidos às contas dos tomadores de empréstimos. Nenhum dinheiro está sendo removido de uma conta para outra. Está havendo apenas a criação de dígitos eletrônicos.

E é essa capacidade de criar crédito bancário que gera o contínuo aumento da quantidade de dinheiro eletrônico na economia, bem como suas inevitáveis consequências: inflação de preços e ciclos econômicos.

A quantidade de dinheiro eletrônico que os bancos criaram e emprestaram no Brasil, dinheiro que não é real, já totaliza R$ 2,17 trilhões. Portanto, o total de dinheiro eletrônico criado é de 74 vezes a quantidade de papel-moeda em posse dos bancos e de 14 vezes a quantidade total de papel-moeda existente.

Todo este dinheiro eletrônico, uma vez criado, é espalhado por diversas contas e aplicações bancárias: contas-correntes, contas-poupança, depósitos a prazo, letras de câmbio, letras hipotecárias, letras imobiliárias, e fundos de investimento, como fundos cambiais, de curto prazo, renda fixa, multimercado e referenciado.

Portanto, eis aqui a primeira e primordial constatação: todo o dinheiro que está hoje na forma de dígitos eletrônicos em contas e aplicações bancárias entrou na economia de uma única maneira: criação de crédito bancário. Não há nenhuma outra maneira de o dinheiro entrar na economia geral a não ser pela criação de crédito bancário.

E agora a segunda constatação, derivada da primeira: a principal fonte de todos os depósitos bancários que hoje existem na economia não são os depositantes, mas sim os empréstimos que os bancos criam do nada. Os depósitos são a consequência destes empréstimos. Contas bancárias são produto da criação de crédito, e não o contrário.

Uma pessoa, uma empresa ou um funcionário do governo vai ao banco e pede um empréstimo. Ato contínuo, o banco cria, do nada, dígitos eletrônicos na conta desta pessoa. Nenhuma outra conta foi subtraída neste processo. A quantidade de dinheiro eletrônico na economia simplesmente aumentou. Ao ser gasto, este dinheiro recém-criado vai parar nas contas de outras pessoas e empresas. Dali, ele vai para o depósito ou aplicação que este recebedor final escolher.

Os bancos criam dinheiro eletrônico sempre que fazem qualquer tipo de empréstimo ou de investimento. Sem exceção. Se você vai ao banco e pede um empréstimo para comprar um imóvel, o banco vai criar dinheiro eletrônico na sua conta. Se você pedir um empréstimo para comprar um carro, o banco vai criar dinheiro eletrônico na sua conta. Quando o Tesouro faz um leilão de títulos, os bancos criam dinheiro eletrônico para comprar estes títulos. Se um empresário quer descontar uma duplicata, o banco compra o papel — a um valor descontado, é claro — criando dinheiro eletrônico na conta deste empresário. O mesmo ocorre quando uma empresa faz uma operação de venda (quando a empresa vende um produto a prazo para um cliente, mas quer receber o pagamento à vista, ela leva a nota promissória ao banco, que a comprará a um preço descontado. Desta forma, o banco está financiando o comprador).

Capital de giro, conta garantida, aquisição de bens, financiamento imobiliário, adiantamento sobre contratos de câmbio, cheque especial, crédito pessoal etc. — tudo é feito com a criação de dinheiro eletrônico. Sempre que um banco adquire um ativo, ele tem de criar um passivo. O ativo é o papel que ele comprou criando dinheiro eletrônico; o passivo são justamente os dígitos eletrônicos que ele acrescenta na conta da pessoa de quem ele comprou o ativo. Ao fazer isso, o banco aumenta a oferta monetária e pressiona os preços para cima.

Portanto, bancos não são — como muitos acreditam — mediadores de crédito. Eles são criadores de crédito.

No esquema atual, exemplificando, várias pessoas são donas de um mesmo dinheiro físico,porém todo o resto é dinheiro eletrônico. Se houver uma corrida bancária para sacar dinheiro, quem chegar por último ficará sem nada. E aí finalmente descobrirá que os dígitos eletrônicos em sua conta eram apenas aquilo: dígitos eletrônicos. Não havia nada físico lastreando aqueles dígitos. Na verdade não havia dinheiro.

E outro fato curioso é quando os bancos emprestam dinheiro para outro banco, os juros que eles cobram entre si é a TAXA SELIC, hoje, em 4,75 % ao ano, o que dá 0.39% ao mês. E quem ainda imagina que, em nosso sistema bancário, o Banco Central pode exercer algum controle benéfico sobre o sistema financeiro está seriamente iludido.

Mas vale a pena enfatizar: sacar dinheiro dos bancos e não depositá-lo novamente é um instrumento poderosíssimo nas mãos do cidadão para abalar o sistema bancário.

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Finalizando, a função do Banco Central em todo este esquema é propiciar seguidas injeções de reservas bancárias para permitir que a expansão do crédito bancário prossiga incólume. Quer dizer, apoiar todo esse sistema fraudulento.

Que na verdade, em nosso sistema monetário atual, o processo de criação de crédito é totalmente artificial. Ao contrário do que imaginam alguns românticos, bancos não são meros intermediadores financeiros entre poupadores e investidores. Bancos são criadores de crédito artificial na forma de meros dígitos eletrônicos. Sendo assim, o sistema bancário, em conjunto com o Banco Central, realiza uma tarefa extremamente importante para a popularidade de políticos: ele aumenta artificialmente a renda das pessoas de forma quase imediata, onde os ricos ficam mais ricos as custas do dinheiro real de quem trabalha.

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Em resumo: se não depositarmos mais dinheiro em bancos, o sistema financeiro será abalado, os bancos perderão o seu poder de influência, e os ricos não terão mais acesso ao dinheiro do trabalhador brasileiro. A única solução que temos para resgatar de vez o nosso país, a nossa dignidade e a nossa liberdade.

E quer saber? O dinheiro que ganho no sacrifício do meu trabalho é para o meu sustento e não para enriquecer e bancar luxo de vigaristas e vagabundos. E enquanto o trabalhador brasileiro depositar o seu dinheiro no banco, é isso que acontece.

http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-o-sistema-banc%C3%A1rio-brasileiro-e-seus-detalhes-quase-nunca-mencionados–28601

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