Enquanto em Brasília se discute o AI-5 do Eduardo, exército de voluntários lutam desesperadamente nas praias contra o óleo sem causa.

Por Cimberley Cáspio

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Voluntários limpam as praias no nordeste do Brasil.
Divulgação/Marta Smith


Enquanto o Congresso e o STF vão discutir sobre o AI-5 de Eduardo Bolsonaro e o porteiro do condomínio carioca onde o presidente tem residência é manchete nos noticiários, mais quantidade de óleo continuam chegando as praias do nordeste e ameaçam atingir santuário de baleias como Abrolhos.

Vários voluntários nordestinos que trabalham dia e noite nas praias atingidas a fim de minimizar o estrago catastrófico ao meio ambiente, reclamam de falta de apoio oficial. Já estão desanimando, ficando sem esperança, e alguns já estão sentido alterações no corpo devido a exposição ao óleo sem roupas e ferramentas adequadas, em resumo, estão ficando doentes.

Se Angra dos Reis vai virar Cancum brasileira com dinheiro saudita, tem tanta importância como uma formiga passando entre os pés, pois muito mais importante seria usar recursos para dar todo apoio aos voluntários e vítimas humanas do desastre até agora sem causa.

Segundo especialistas, o meio ambiente atingido pelo óleo misterioso levará 20 ou mais anos para se recuperar. E no momento, os moradores das ilhas e praias afetadas pelo petróleo que sabe-se lá de onde veio, terão seus suprimentos alimentares impedidos de serem consumidos devido o risco de contaminação, e não se sabe por quanto tempo esse impedimento se manterá. O que se fará necessário um aporte financeiro adequado as vítimas até que o problema se extingue. Não estou falando de um salário mínimo, estou falando de 4 mil reais no mínimo para cada família vitimada, independente se tem outra fonte de renda ou não.

Bilhões de reais foram jogados fora nesse país, e continuam sendo jogados no lixo, como fundo partidário por exemplo. E nada mais justo do que aplicar dinheiro do país em causas justas, e apoiar essas pessoas que por um bom tempo, no mínimo por uma década, precisarão desse aporte financeiro como também apoio médico.

O país está em guerra, fato. Mas abandonar o exército que luta na linha de frente combatendo a toxidade que mata, não é um ato heroico por parte da cúpula de comando em Brasília. A Arte da Guerra não ensina o abandono mas sim, o companheirismo em terreno de morte.

Não deixem registro negativo para a história. Seria munição poderosa para a oposição.

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