Para a Inglaterra, com a Argentina foi fácil, mas com a China, definitivamente não dá.

Por Cimberley Cáspio

Gigante contra o anão

A entrega de Hong Kong à China pela Inglaterra em 30 de junho de 1997, não foi tão simples. A Inglaterra na verdade não queria entregar o território insular, porém o governo chinês ameaçou tomar à força caso o contrato não fosse cumprido. E como a China não é Argentina, o governo inglês nem ousou mandar a marinha britânica.

Bem, agora o que falta é a anexação política da ilha ao país como um todo. Quer dizer, o governo chinês quer o alinhamento político com Pequim. E isso vai acontecer. Não há dúvida. Os protestos que ora acontecem não estão causando dano nenhum a segunda maior economia do mundo, e nem dá pra considerar como um pequeno espinho na estrutura do gigante asiático.

Para Pequim, Hong Kong é como um potrinho que quer se parecer com um garanhão, mas garanhão de verdade é a China Continental que por ora está dando corda para que nenhuma ação por parte do exército chinês, prejudique a economia do país, com críticas da comunidade internacional. A imprensa internacional está ali, presente. Sendo assim, as ações tem que ser estudadas e praticadas cuidadosamente para não criarem problemas no comércio global.

A China é um país comunista, e experiente na guerra. Conhece o sofrimento vivido pela ocupação japonesa antes e durante a segunda guerra mundial. E possui hoje uma tecnologia militar que impõe respeito as outras potências, inclusive os EUA, com um arsenal convencional e atômico de grande proporção de destruição, sem falar nas agências de informação chinesa MSE e a MSP.

Então, mesmo que os protestos em Hong Kong sejam fomentados por agências de informação estrangeira, as agências de informação chinesa estão coladas, infiltradas e a par de cada detalhe e sentido do movimento.

Sendo assim, a vinculação política da Ilha ao Continente é fato. Os tentáculos chineses são poderosos e estão bem amarrados, e nada orquestrado fora dos objetivos do Partido Comunista da China, prosperará. E por mais que aumente o número de mortes de manifestantes, a comunidade internacional será indiferente, afinal, a China é um grande comprador.

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