Wilson Witsel, violou gravemente o protocolo de comando ao se ajoelhar publicamente em estádio de futebol.

Por Cimberley Cáspio

Imagem: Reprodução/TV Globo

No Exército a gente aprende que o comando é um lugar solitário. E para manter a autoridade não se pode abrir laço social com os subordinados, devendo apenas estar próximo nas questões importantes, imprescindíveis, fora isso, por mais que se queira conversar de modo irrelevante, deve sempre manter o protocolo e jamais se deixar levar pela emoção de forma indiscreta, nunca.

Toda comunicação com o comandante é feita de modo protocolar e jamais, de forma social. De toda forma, presidente, governador, e prefeito, não deixam também de ser comandantes, muito embora civis, estão na mesma posição. Claro, o posicionamento é mais flexível que o militar, e em nada prejudica o relacionamento social e informal com o eleitor e contribuintes, mas, o mesmo posicionamento exige aos olhos do público em geral, uma separação, não tão radical, se fazendo necessário para manter o respeito e a autoridade.

Não é permitido ao comandante atos e ações de comportamentos degradantes de qualquer espécie, seja privado ou público. Suas emoções devem se controladas, e se possível de forma pública, a maior discrição possível. Se for de alegria, deve se manter afastado e deixar que a tropa se manifeste, mas, jamais, estar entre a tropa comemorando de forma indiscreta, no máximo, receber palavras de incentivo dos subordinados e aperto de mão.

O comandante é um ser humano sujeito as emoções assim como seu soldado, porém, a manutenção da autoridade precisa ser protegida para o bem da ordem disciplinar, ou mesmo da ordem pública. E a missão cumprida por membros treinados e preparados é uma obrigação e não um ato de favor, ainda mais se tais membros incubidos da missão foram muito bem pagos pela incumbência. Agora se o comandante deseja honrar os membros da missão como forma de dignificar os bons exemplos para a tropa e até mesmo para o público civil, existem medalhas e outros símbolos protocolares para isso, além de um aperto de mão.

E a missão da equipe do Flamengo era ganhar a equipe rival, o River Plate, na final da Libertadores em Lima no último sábado. Portanto, não fizeram mais que a obrigação em cumprir o dever com a entidade esportiva carioca, sócios e torcedores do clube; e foram muito bem pagos pela incumbência. Mas um governador chegar ao ponto de se ajoelhar diante do jogador e ainda de forma pública, foi uma violação gravíssima do protocolo de comando. E só isso, já é motivo de afastamento, impeachment, por grave falta de decoro ao posto de comando, somando ainda a humilhação pública que passou ao ser ignorado pelo jogador.

O ato humilhante gratuito praticado pelo governador do Estado do Rio Wilson Witsel, no Estádio Monumental, em Lima-Peru, no sábado 23, agravou ainda mais a imagem do Brasil no exterior, o qual, como sabemos, já não é considerado um país sério. E em um momento em que o presidente Bolsonaro enfrenta uma guerra encarniçada contra a oposição nacional e internacional para restabelecer e levantar a imagem do país de forma global, uma cena degradante em que nos humilha diante da comunidade internacional, precisa ser exemplarmente punida, e a forma punitiva é o impeachment do governador Wilson Witsel. Demissão sumária.

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