O que conta e diz alguma coisa é o capital, dinheiro. O ser humano por si só, é descartável.

Por Cimberley Cáspio

Resultado de imagem para Foto: ônibus engarrafados em pontos de embarque
(Foto: Paulo Dimas)

Bem, já sabemos através da Lava Jato, que a FETRANSPOR e o DETRO-RJ com apoio do então governo do Estado do Rio, agiram criminosamente durante muito tempo contra a população fluminense que depende do ônibus.

Além da corrupção que roubou o estado e a sua população em bilhões e bilhões de reais, também acabaram com a função do cobrador de salão, instalando a roleta que depois ficou obsoleta, e introduziram parafernálias eletrônicas, criando cartões e outros dispositivos enganando os usuários do transporte coletivo. Ficaria mais fácil? Agilizaria o processo do uso do sistema rodoviário? Não, pelo contrário. Tudo dificultou. Os ônibus agora ficam muito mais tempo parados no ponto. O motorista cobra a passagem, tem que monitorar os cartões eletrônicos que são processados no embarque do passageiro, além de ter que constatar identidade dos idosos com direito à gratuidade. Com isso, claro, cria-se um engarramento de ônibus no ponto de embarque e desembarque.

Algumas empresas, a fim de diminuir o tempo do ônibus no ponto de embarque, colocaram de volta o cobrador, mas, pasme, cobrando do lado de fora do veículo. E de posse da passagem, o passageiro embarca, e antes de se dirigir ao salão, entrega a passagem ao motorista, e na sequência tem que passar a roleta vazia, para então sentar em sua poltrona, e esperar a partida. Agilizou? Ideia absurda, idiota, e que em nada ajudou.

Mas vamos em frente, a FETRANSPOR, o DETRO-RJ, e o então governo do estado fluminense, faturaram com a instalação das roletas e depois, com a introdução eletrônica no interior dos ônibus. Muitos políticos e membros ligados a essas instituições corruptas, ficaram milionários. E o transporte rodoviário travou na cidade.

Se a Lava Jato comprovou que essas duas instituições, FETRANSPOR e o DETRO/RJ praticaram crimes de superfaturamento e lavagem de dinheiro, dificultando e travando o transporte coletivo na cidade, por que o atual governo do Estado Fluminense não anula os atos ilegais então instituídos no interior do ônibus e faz retornar o cobrador de salão? As paradas e embarques não seriam bem mais acelerados?

Tempo é dinheiro, diz o ditado popular. Só que para essa gente, ligada ao setor de transporte no Estado do Rio, com as devidas exceções, claro, o tempo só é importante para eles, tempo para roubar a população fluminense. Mas o tempo que o povo tem em relação a hora de chegada ao trabalho e outros compromissos, não conta, afinal, o que conta é o capital, o dinheiro, muito dinheiro, e não o ser humano, esse, é descartável.

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