Saneamento básico salva vidas e os cofres da nação.

Por Cimberley Cáspio

Funcionário municipal fumiga zona como medida de prevenção em Guayaquil, Equador, em 14 de abril de 2020

Funcionário municipal fumiga zona como medida de prevenção em Guayaquil, Equador, em 14 de abril de 2020 – AFP

A falta de investimento no saneamento básico e na saúde geral da população por décadas, está tendo hoje, resultados catastróficos face ao enfrentamento nacional contra o coronavírus. Entre as medidas oficiais,  a higienização passa a ser fundamental para o combate ao vírus e salvar vidas. Impondo ao poder público agora um gasto muito maior e bem mais caro pra remediar, como estamos vendo.

O rico precisa do pobre e o pobre precisa do rico. E na maior parte da vida, as duas classes estão próximas umas da outras, em geral, quando no relacionamento de trabalho. E diante de uma epidemia letal como o COVID-19, a morte não discrimina e mata quem estiver no caminho, seja de que classe for, independente se tem dinheiro, ou não tem.

Na maior parte, o trabalhador mais humilde mora em lugares precários, lugares esses, totalmente abandonados pelo poder público, sem nenhuma infraestrutura; com esgoto a céu aberto, e sem abastecimento regular de água, e quando existe a infraestrutura, em muitos casos, a torneira está lá, mas a água não existe; fazendo com que a vida dessas pessoas nesses lugares, seja uma tremenda provação, presas fáceis para todo tipo de doenças, das mais inofensivas, às mais letais, como estamos agora testemunhando.

E a necessidade de trabalhar pra sobreviver, exige que essas pessoas se desloquem em várias direções a caminho da busca pelo sustento, que geralmente,  bairros com infraestruturas bem melhores, moradores de classe média, e bairros que moram somente pessoas ricas, no geral, os patrões dos mais humildes, aqueles que moram nos lugares mais precários da região.

É claro que o rico quer viver e viver muito, gastar todo o seu dinheiro naquilo que tanto admira e deseja, e mesmo tendo o melhor plano de saúde, não está a salvo da morte por uma epidemia de vírus letal, que mesmo assim, não vai abrir mão do seu empregado assalariado, que de repente mora em um lugar como acima citado, sem nenhuma infraestrutura e abandonado pelo poder público.

Como sabemos, o vírus pode ser transmitido de forma comunitária, ou, disseminar tanto de um para o outro, quer dizer, tanto do rico, quanto do pobre, que no caso do coronavírus, chegou ao Brasil através dos viajantes aéreos, algo que o pobre ainda não tem acesso. Mas, não se pode descartar que uma doença epidêmica possa ser também gerada de uma área insalubre, áreas habitadas pelas pessoas mais humildes.

Enfim, tendo dinheiro ou não tendo, todos estão expostos. E a melhor defesa, é a partir de agora, o poder público central, estadual e municipal em todo o país, dar prioridade ao saneamento básico e saúde geral da população. Como sabemos, ainda há 2 mil vírus armazenados só em um laboratório chinês, e essa epidemia não será a última.

Uma triste lição que está sendo necessária, para que governos deem prioridade ao saneamento básico e a saúde do povo em geral, nem que seja, médico de família de casa em casa; que quando acontecer outras ondas de epidemia ou pandemia, a nação esteja  melhor preparada para o enfrentamento.

Sem esquecer também, o exemplo da Finlândia, desde já, instalar armazéns protegidos em todo o país e supri-los continuamente com suprimentos e insumos hospitalares que serão distribuídos à população quando a imprescindibilidade assim exigir.

Vai demorar uma outra onda idêntica acontecer? Tomara que sim. Mas pode ser que não. O que não pode mais acontecer é sermos pegos de surpresa e o governo ter que improvisar. Às vezes, o improviso dá certo, outras não; e como é improviso, pode custar bem mais caro.

 

 

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