Depois da pandemia, casas populares precisam ser construídas tão rápido quanto hospitais que estão sendo levantados para o atendimento das vítimas do coronavírus.

Por Cimberley Cáspio

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Foto: Agência Brasil

Uma das lições que estamos aprendendo com a pandemia do coronavírus, é que a pobreza extrema é um tiro no pé para qualquer governo, é um estopim para a propagação de várias doenças; refiro-me as péssimas moradias em que essas pessoas sobrevivem, às vezes com 7 ou mais membros em um lugar muito pequeno e na maioria das vezes insalubre.

E diante de uma epidemia ou pandemia, por mais que haja um combate acirrado pelo governo e sociedade contra o vírus, como fica o isolamento dessas pessoas extremamente carentes que vivem em cortiços, também chamados cabeças de porcos? Quantos membros estão vivendo às vezes em um só cômodo? Como fica o monitoramento público dessas pessoas?

É antigo que poucos lucram com a exploração da pobreza, em alguns casos, uma indústria clandestina promissora para grupos que vivem desse proveito ilícito. Mas, ao estourar uma epidemia, os extremamente pobres são presas fáceis da doença, e são mais difíceis de se cuidar e monitorar por parte do governo. São abandonados por seus exploradores e ficam a ver navios, necessitando de tudo, inclusive do básico, digo água, e até luz do sol.

A pandemia do coronavírus nos alertam que a pobreza extrema precisa ser exterminada pra ontem. Quantidades em números suficientes de casas populares precisam ser construídas na mesma rapidez com que se tem construído hospitais para o tratamento das vítimas do coronavírus. Esse contingente de seres humanos que moram em cortiços, devem ser transferidos para habitações dignas o mais rápido possível. Assistidos em suas necessidades básicas de forma constante, e lugares especiais em que possam pegar o máximo possível de luz solar.

E mesmo que o governo se conscientize desse alerta e parta para essa iniciativa, os exploradores da extrema pobreza, continuarão agindo em seus negócios escravocratas, o que se fará necessário as autoridades intervirem com rigor para impedir que novas aglomerações humanas dessa natureza possam ressurgir.

Ricos e pobres sempre existirão, porém o monitoramento da classe menos favorecida e a prevenção em relação a higienização de seus bairros, com saneamento básico por exemplo, quando surgir novas pandemias, que surgirão, fato, o custo econômico e humano do empreendimento de combate à doença que ora se instalar, será muito menor do que agora estamos testemunhando.

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