Cidades italianas tem casas à venda por apenas 1 euro; cilada ou bom negócio?

Por Folha de Vitória

Foto: Divulgação / Ansa – Brasil

O prefeito da Ilha Isola Madre, em Taranto, na região da Puglia, na Itália, lançou um projeto para vender casas por apenas um euro, o que corresponde a R$6,42. A ideia é repovoar a região italiana que, assim como outras partes do País, estão abandonadas.

A ‘promoção’ é feita em pelo menos 30 vilarejos italianos e tem imóveis em regiões bem conhecidas como a Toscana e Sicília.

De acordo com uma pesquisa, publicada numa reportagem do portal UOL, essas cidades estão ficando vazias desde o milagre econômico italiano, nas décadas de 1950 e 1960, quando os jovens deixaram as áreas rurais para tentar uma vida melhor nos grandes centros. Os idosos que restaram no local acabaram morrendo e as cidades ficaram abandonadas.

O objetivo é preservar o patrimônio histórico do País, por isso, quem for comprar os imóveis tem de estar disposto a reformar casas que podem estar em ruínas e seguir uma série de restrições, bem como um sistema tão burocrático quanto o do Brasil.

Entre as normas a serem seguidas, estão: um investimento mínimo na reestruturação do imóvel, que varia de acordo com cada cidade; terminar a obra dentro de um certo prazo e que o comprador tenha ciência e compromisso com as despesas das documentações.

Se a pessoa não cumprir todas as regras ele poderá pagar uma multa e ter de devolver o imóvel para a prefeitura.

Se interessou? Veja mais informações no site https://casea1euro.it/case-a-1-euro/

Nota do editor: voltando ao Brasil, o esvaziamento rural é uma perigosa oportunidade para a proliferação do aumento urbano, o qual, por onde passa, vai destruindo e matando toda biodiversidade e meio ambiente.

E agora falando mais especificamente em relação ao município onde moro, quero afirmar que existem fazendas abandonadas em Duas Barras, fazendas estas, em que os proprietários morreram e herdeiros, se também existem, moram fora do país, e tampouco ligam para essas propriedades. Que destino esperam essas grandes propriedades? Loteamento, urbanização e desaparecimento de lindas paisagens e também da história.

Assim como relatado na postagem acima, em que o governo italiano, preocupado com lindas propriedades abandonadas e o mal que isso está causando à região, está determinado a vender tais propriedades por preços simbólicos, comprometendo os compradores revitalizar o lugar, sem descaracterizar a estética dos imóveis, algo parecido não poderia ser feito com as fazendas abandonadas no município bibarrense?

Além de revitalizar as fazendas, mantendo a estética do imóvel, os compradores também se comprometeriam a não desmatar e cuidar da biodiversidade em toda área de influência da propriedade.

Claro que os que se comprometerem revitalizar tais fazendas, com um investimento adequado ao reparo da aquisição, teriam prazos para apresentarem resultados, que caso contrário, seriam multados e o imóvel restituído à prefeitura.

É triste ter que pensar que toda a beleza rural de Duas Barras, possa desaparecer daqui a 30 ou 40 anos. E urbanização sem planejamento significa a morte dos rios, das matas e dos animais, inclusive da história regional. Situação que hoje sabemos que tudo isso, já está ameaçado.

E algo que não queremos, é no futuro, ver a história de Duas Barras somente no museu.

Cimberley Cáspio

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